A grande importância do “falar bem”

As histórias de pessoas com boa formação específica, mas com problemas de comunicação, são velhas e verdadeiras. Com efeito, há muitos profissionais que são bons em suas áreas, mas carecem de uma melhor comunicação. Não avançam neste processo de melhorar a comunicação, porque simplesmente entendem que não é necessário, ou então que “não nasci para isso”.

Mas o profissional de sucesso, hoje, precisa saber se comunicar. Um contador, por exemplo, trabalha para um público interno – quase sempre. Mas pode chegar o dia em que seja convocado pelo superior a fazer uma explanação sobre a situação econômica da empresa. Aí bate o desespero! Na verdade, não há motivo para desespero, pois via de regra, este contador conhece o seu ofício e poderá desenvolver a apresentação com sucesso, se atentar para algumas técnicas de comunicação.

Em uma apresentação, a segurança, o controle emocional e a fluência verbal estão intimamente ligadas ao “conhecer o assunto”. Vejo acadêmicos trêmulos, horrorizados e alguns até com forte descontrole emocional, ao ter que apresentar um trabalho em sala de aula. Não deveria ser assim, mas as universidades – para não falar as escolas em geral – não preparam seus alunos para o “saber falar em público”, o que considero uma falha.

Contudo, retomando o princípio, se temos conhecimento do assunto sobre o qual vamos explanar, não devemos ter medo da apresentação. É só dominar algumas técnicas para o controle emocional e a doma do medo, posicionamento corporal, articulação vocal e pronto. Sucesso garantido.

Falar bem não é difícil. Basta querer!

Só eu que não “tô” entendo nada?

Eu aprendi nas escolas a utilizar a linguagem forma. Tudo bem que sempre sigo esta regra. Depois, na faculdade, aprendi que obrigação de quem tem formação, utilizar a linguagem formal, principalmente quando escreve e fui orientado no trabalho de conclusão de curso por uma professora especialista.

No jornalismo, vez ou outra, fujo destas normas para que o texto surja mais simples, com menos linguagem rebuscada. Mas, não me permito a muitos exageros.

Foi por causa disto que começaram a me incomodar, algumas formas de comunicação que a despeito de serem modernas, fogem da linguagem formal.

Aí então, perguntei a um professor doutor, phd, etc… como ele via este desvirtuamento da língua portuguesa padrão com expressões do tipo: vamos estar mandando, vamos estar te ligando mais tarde e outras do tipo.

Recebi como resposta que não tem nada de errado e que temos que seguir acompanhando as expressões modernas sob pena de nos isolarmos no plano da comunicação. Mais ou menos assim: se todo mundo está falando, vamos falar também.

E aí eu pergunto: aderir aos modismos, isto é interessante para a língua portuguesa?

Se este meu pequeno texto provocar em você leitor, uma reflexão a respeito, me dou por satisfeito.