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Vencendo o medo de falar em público

Entre tantos “medos” inerentes ao ser humano, recentes pesquisas feitas nos Estados Unidos e na Inglaterra – acredito que não seja diferente na América Latina e no Brasil, tem apontado o medo de falar em público, como o maior deles.

Parece incrível, não é? Mas, quem não sentiu um “frio na barriga”, as pernas tremerem, o rubor do rosto e as orelhas pegarem fogo, antes de alguma apresentação?

Nos cursos que temos ministrado temos observado que a grande maioria dos participantes, mesmo aqueles que exercem função de chefia e estão acostumados a presidir reuniões e apresentar projetos, tem sofrido com o medo quando tem que atuar fora da sua rotina de trabalho, fora do seu habitat natural.

O que é necessário deixar claro é que o medo faz parte deste processo de exposição pública, que é comunicar-se com um grande número de pessoas ao mesmo tempo, especialmente se especialistas em alguma área em que pela nossa formação não dominamos. Até para quem está acostumado com apresentações, esse “frio na barriga” é considerado natural nos primeiros minutos do discurso. Se este “pequeno medo” é natural, então o que fazer para que diminuamos o nosso medo até este subjetivo nível aceitável? A primeira coisa é dominar o assunto, pois isto nos dá confiança. Este poder de argumentação é primordial. Se outros atributos de uma boa apresentação falhar, pelo menos, você “sabe tudo” sobre o assunto e poderá salvar a apresentação.

O domínio de técnicas de apresentação é de fundamental importância para o êxito da apresentação, exposição ou discurso. Estas técnicas devem incluir posicionamento diante do público, postura e linguagem adequada.

A terceira coisa importante é treinar e treinar muito. Não nos esqueçamos de que treinar não é decorar, esta sim, altamente influenciadora de apresentações malsucedidas. É só esquecermos uma palavra e lá se foi a apresentação. Mas então é muito fácil fazer uma boa apresentação! É, pode ser, se houver a necessária atenção. Esta “necessária atenção” implica em alguns exercícios de respiração e dicção, não se estressar com assuntos negativos no anteceder da apresentação e ao ser chamado para falar, agir com naturalidade, boa intensidade de voz, olhar nos olhos das pessoas, comprometendo-se e passando confiança para o público.

Mas então, se é tão fácil, porque os cursos de oratória são cada vez mais procurados? Não bastaria comprar um bom livro sobre o assunto e lê-lo à exaustão? Os cursos lotam porque nele são trabalhados assuntos, técnicas e principalmente a prática. Grande parte das pessoas que participam dos cursos conhece as técnicas, mas não as aplicam. É o treinamento, a prática, que nos leva a evolução.

Por fim, é importante observar que falar bem é necessário para todas as profissões nas mais diversas áreas e esta inabilidade de comunicação é um dos maiores limitadores do sucesso profissional.

quem

Quem é você?

O amigo aí, ou a amiga, nunca “tremeu na base” quando teve que responder esta pergunta? Eu confesso que sim. Apesar de ser uma pergunta simples, ela tem muitas respostas, que dependerão, cada uma do interlocutor e até mesmo da ocasião.

Mas aqui, neste contexto, digamos que seja uma pergunta lhe dirigida na oportunidade em que apresenta o seu produto.

Então, neste contexto, sugiro que primeiramente respire fundo e tenha muito cuidado com a resposta, porque dela depende a sua venda.

Mas, se você está visitando um empresário para vender seu produto, faça com que a sua resposta seja interessante e que valha a pena conhecê-la. Empresários, normalmente, tem pouco tempo para atender pessoas e pode ser o caso de seu interlocutor.

O futuro de sua venda depende desta resposta. Então vamos lá.

No meu caso, se estivesse vendendo uma palestra ou um treinamento, responderia: Bem, eu sou um estudioso dos relacionamentos, principalmente da comunicação. Tenho formação na área e experiência. Sou alguém que pode ajudar a resolver, talvez, o maior problema das organizações, que é a falha de comunicação. Meu método de trabalho é este…

Responda sempre com objetividade, com segurança.

É importante, que seja lá em que contexto estiver, é preciso fazer com que valha a pena o (a) interlocutor (a) conhecer o seu trabalho, seu método e se o caso for de relacionamento interpessoal, conhecer você.

Seja até mesmo na vida pessoal, mostre-se interessante e faça tudo o que puder para confirmar esta expectativa que está gerando na outra pessoa, para não a decepcionar.

Ânimo, alto astral, bom poder de convencimento, argumentação positiva, demonstrando conhecimento sem parecer arrogante ou um “sabe tudo”.

E na hora de ouvir, saiba ouvir. Não interrompa, seja educado, cordial e gentil.

Boa sorte!

processo

O processo de comunicação

O processo de comunicação envolve alguns elementos fundamentais, sendo que cada um deles desempenha papel preponderante para que a comunicação aconteça de forma efetiva.

O emissor (que é o elemento que emite); o receptor (o que recebe) e a mensagem (que é o conjunto de informações transmitidas), são os três elementos fundamentais da comunicação.

Alguns outros elementos, não menos importantes, também devem ser utilizados para que a comunicação aconteça. Para que isto ocorra devemos escolher um código (que é a combinação de signos utilizados na transmissão de uma mensagem), um canal de comunicação (por onde a mensagem é transmitida: televisão, rádio, jornal, revista, cordas vocais, ar, etc.), não perdendo de vista o contexto, ou seja a situação a que a mensagem se refere, também chamado de referente.

Contextualizando estes elementos, tendo nos extremos o emissor e o receptor, pode-se facilmente concluir que há uma necessidade premente de adaptar o código, ou seja, o emissor tem que utilizar um código que o receptor consiga interpretá-lo ou decodificá-lo e emitir uma resposta.

Quando falamos em código, a questão nos remete a uma questão prática da comunicação: a necessidade adaptação da linguagem ao público. Um dos exercícios mais interessantes que fiz na faculdade foi o de contar historinhas para crianças. Isto me fez ver na prática, a necessidade de adaptação do linguajar normalmente utilizada no dia-a-dia para uma linguagem que propiciasse às crianças o entendimento das historinhas. Na verdade, foi necessário bem mais do que a expressão verbal, utilizando a expressão corporal como ferramenta para me fazer entender.

Aquela experiência, aliada à outras decorrentes da atividade profissional, me permite afirmar de forma concreta, que muitos bons projetos e ótimas ideias deixam de ser aproveitadas todos os dias, por que o (s) interlocutor (es) não teve o mesmo entendimento do (s) apresentador (es). Faltou a adaptação da linguagem para o público alvo, ou seja, não posso falar com linguagem técnica para um público que não esteja acostumado aos termos.

Como vivemos num país de dimensões continentais e com população tão diversificada, é possível que existam muitas diferenças na linguagem de estado para estado ou de região para região. De forma geral, sabe-se também que a população interiorana utiliza linguagem com suas peculiaridades.

De modo particular, não posso utilizar no lugarejo onde nasci o mesmo linguajar que utilizo no cotidiano, muito embora não seja comum usar termos técnicos, pois certamente os meus receptores teriam problemas para entender a minha mensagem. Aí cabe uma pergunta, que muitas vezes já me foi feita durante os cursos e palestras que ministro: qual é a linguagem correta? A resposta é a seguinte: de modo geral, a linguagem correta é aquela em que os meus interlocutores me compreendem, e, portanto, estabeleço uma comunicação eficaz; é a linguagem coloquial.

Mas cuidado, isto não permite abusar com a língua portuguesa sob o manto da máxima de que “vale tudo”, pois os cidadãos com formação de nível médio e universitária tem o compromisso de falar e escrever na linguagem padrão, que nada mais é do que a língua portuguesa culta.