entendendo

Só eu que não “tô” entendo nada?

Eu aprendi nas escolas a utilizar a linguagem forma. Tudo bem que sempre sigo esta regra. Depois, na faculdade, aprendi que obrigação de quem tem formação, utilizar a linguagem formal, principalmente quando escreve e fui orientado no trabalho de conclusão de curso por uma professora especialista.

No jornalismo, vez ou outra, fujo destas normas para que o texto surja mais simples, com menos linguagem rebuscada. Mas, não me permito a muitos exageros.

Foi por causa disto que começaram a me incomodar, algumas formas de comunicação que a despeito de serem modernas, fogem da linguagem formal.

Aí então, perguntei a um professor doutor, phd, etc… como ele via este desvirtuamento da língua portuguesa padrão com expressões do tipo: vamos estar mandando, vamos estar te ligando mais tarde e outras do tipo.

Recebi como resposta que não tem nada de errado e que temos que seguir acompanhando as expressões modernas sob pena de nos isolarmos no plano da comunicação. Mais ou menos assim: se todo mundo está falando, vamos falar também.

E aí eu pergunto: aderir aos modismos, isto é interessante para a língua portuguesa?

Se este meu pequeno texto provocar em você leitor, uma reflexão a respeito, me dou por satisfeito.

medo

Vencendo o medo de falar em público

Entre tantos “medos” inerentes ao ser humano, recentes pesquisas feitas nos Estados Unidos e na Inglaterra – acredito que não seja diferente na América Latina e no Brasil, tem apontado o medo de falar em público, como o maior deles.

Parece incrível, não é? Mas, quem não sentiu um “frio na barriga”, as pernas tremerem, o rubor do rosto e as orelhas pegarem fogo, antes de alguma apresentação?

Nos cursos que temos ministrado temos observado que a grande maioria dos participantes, mesmo aqueles que exercem função de chefia e estão acostumados a presidir reuniões e apresentar projetos, tem sofrido com o medo quando tem que atuar fora da sua rotina de trabalho, fora do seu habitat natural.

O que é necessário deixar claro é que o medo faz parte deste processo de exposição pública, que é comunicar-se com um grande número de pessoas ao mesmo tempo, especialmente se especialistas em alguma área em que pela nossa formação não dominamos. Até para quem está acostumado com apresentações, esse “frio na barriga” é considerado natural nos primeiros minutos do discurso. Se este “pequeno medo” é natural, então o que fazer para que diminuamos o nosso medo até este subjetivo nível aceitável? A primeira coisa é dominar o assunto, pois isto nos dá confiança. Este poder de argumentação é primordial. Se outros atributos de uma boa apresentação falhar, pelo menos, você “sabe tudo” sobre o assunto e poderá salvar a apresentação.

O domínio de técnicas de apresentação é de fundamental importância para o êxito da apresentação, exposição ou discurso. Estas técnicas devem incluir posicionamento diante do público, postura e linguagem adequada.

A terceira coisa importante é treinar e treinar muito. Não nos esqueçamos de que treinar não é decorar, esta sim, altamente influenciadora de apresentações malsucedidas. É só esquecermos uma palavra e lá se foi a apresentação. Mas então é muito fácil fazer uma boa apresentação! É, pode ser, se houver a necessária atenção. Esta “necessária atenção” implica em alguns exercícios de respiração e dicção, não se estressar com assuntos negativos no anteceder da apresentação e ao ser chamado para falar, agir com naturalidade, boa intensidade de voz, olhar nos olhos das pessoas, comprometendo-se e passando confiança para o público.

Mas então, se é tão fácil, porque os cursos de oratória são cada vez mais procurados? Não bastaria comprar um bom livro sobre o assunto e lê-lo à exaustão? Os cursos lotam porque nele são trabalhados assuntos, técnicas e principalmente a prática. Grande parte das pessoas que participam dos cursos conhece as técnicas, mas não as aplicam. É o treinamento, a prática, que nos leva a evolução.

Por fim, é importante observar que falar bem é necessário para todas as profissões nas mais diversas áreas e esta inabilidade de comunicação é um dos maiores limitadores do sucesso profissional.