O nome correto

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Ouvi falar, inúmeras vezes, expressões do tipo “fulano tem uma retórica incrível”, “nasceu para falar em público” e outras expressões não menos comuns, em referência ao modo fácil com que uma pessoa se expressa.

Depende,  mas quase sempre, este “falar bem” está ligando à oratória e não à eloquência, especificamente. É tudo meio parecido, mas nas profundezas, nos detalhes, é diferente.

O falar bonito, como já me expressei aqui neste Blog, é habilidade de oratória, tudo bem. Mas, a questão central está ligada ao conteúdo. Se tiver forte conteúdo, é retórica, porém, se for apenas um discurso bonito, é oratória.

Conseguiram entender?

Explico melhor: este discursos políticos, bonitos, porém sem conteúdo, ou até com conteúdo, mas sem muita fundamentação, é oratória; aquele discurso que conhecemos no Brasil como “discurso político”. Aquele discurso com conteúdo comprovado, estudado é retórica. Tanto que a palavra retórica está maia associada a Aristóteles, por ser um discurso com forte conteúdo argumentativo.

Tenho para mim, que a oratória refere-se à fala bonita que a retórica à fala que convence, a argumentação e ainda tem mais. No meu ponte de vista, a oratória não tem compromisso com gestões e postura, diferentemente da retórica, que é um conjunto de habilidades e ferramentas que a compõem.

Discurso com fundamento na oratória é discurso “bonitinho, como embalagem de sabonete ordinário”. Boa embalagem, mas péssimo conteúdo; discurso com fundamento retórico é aquele que o cidadão escuta e vai para casa pensando na argumentação utilizada, é um discurso que marca por várias habilidades e/ou características.

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