As “marcas registradas” e os “vícios de linguagem”

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Analisando a comunicação moderna sob o aspecto da língua forma, poderíamos afirmar que tem muita gente utilizando vício de linguagem pensando que é marca registrada.

Explico.

Uma marca registrada é uma forma de se manifestar, são palavras utilizadas de tal forma que ao ouvi-las pensamos logo em que as fala.

Uma liderança política muito conhecida no final do século passado, Leonel Brizola, costumava falar em “contiúdo” para referir-se à palavra conteúdo e “não rotundo” para reformar a expressão negativa. Eram, digamos assim dentro deste nosso raciocínio, marcas registradas dele.

Existem muitos outros exemplos de expressões utilizadas por pessoas dos mais variados segmentos da sociedade, que são verdadeiras marcas registradas. Mas na atualidade também se ouvem muitos vícios de linguagem, que quem os pronuncia, nem sempre imagina são verdadeiros vícios, como os que estão estampados na imagem que ilustra este post. Tipo assim, né… são verdadeiros vícios de linguagem.

Outro aspecto relevante para a comunicação, mas que também estão “bagunçando” a língua portuguesa, são expressões como: vou estar mandando, vamos estar entrando em contato. Ora, porque não falar, estaremos mandando, entraremos em contato.

Quem pratica este tipo de linguagem, embora nem sempre saiba, está assassinando a nossa língua formal, a língua portuguesa, e muitos estão pensando em uma linguagem moderna.

Moderna sim, mas errada, do ponto de vista da língua portuguesa.

E tem muita gente também que defende esta linguagem moderna, afirmando que os professores tem que ensinar nas escolas o que se pratica nas ruas ou mais propriamente, na internet, nas redes sociais.

Há controvérsias.

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